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e você já pesquisou dicas para evitar candidíase ou outros corrimentos vaginais, provavelmente, encontrou a recomendação de dormir sem calcinha. Mas será que isso realmente funciona ou é apenas mais um mito das redes sociais?
A ginecologista Juliana Teixeira responde à CAPRICHO que sim, dormir sem calcinha pode ajudar a prevenir novas crises de candidíase e até contribuir para o equilíbrio da flora vaginal. Afinal, deixar a região íntima mais ventilada durante a noite pode ser uma boa estratégia para reduzir a umidade local, um dos fatores que favorecem o desequilíbrio vaginal.
No entanto, se você já está enfrentando sintomas como coceira, ardência, corrimento diferente ou desconforto, o ideal é procurar orientação médica. Dormir sem calcinha não substitui o tratamento adequado, certo?
Mais hábitos que ajudam na prevenção da candidíase
A especialista destaca que a prevenção da candidíase e de outros problemas vaginais depende de um conjunto de hábitos. “Não basta só dormir sem calcinha. Existe uma série de hábitos que a gente tem que seguir para manter a nossa saúde vaginal saudável e equilibrada”, afirma.
Entre os cuidados recomendados estão o uso de preservativo nas relações sexuais e evitar práticas que podem irritar a região íntima, como duchas vaginais e banhos de assento.
Além disso, Juliana faz um alerta importante sobre as famosas receitas caseiras que circulam nas redes sociais. “Nós não queremos produtos de cozinha perto da nossa área íntima. Bicarbonato, alho, óleo de coco… isso vai mais prejudicar do que ajudar”, diz.
Como fazer a higiene íntima ideal?
Outro ponto fundamental para prevenir infecções e irritações é a forma como a higiene íntima é feita no dia a dia. A ginecologista orienta que, após usar o banheiro, o papel higiênico seja passado sempre da frente para trás. “Na hora de se higienizar, mesmo quando fez só xixi, passe o papel de cima para baixo e não de baixo para cima”, recomenda.
Durante o banho, a limpeza também deve ser feita apenas na parte externa da vulva. “É importante higienizar bem as laterais, mas nunca higienizar dentro do canal vaginal”, explica. Isso porque a vagina possui mecanismos naturais de limpeza e tentar “lavá-la por dentro” pode desequilibrar a flora vaginal e aumentar o risco de infecções.
Sempre que possível, vale optar por sabonetes, detergentes e amaciantes hipoalergênicos e sem perfume, já que fragrâncias e substâncias irritantes podem causar desconfortos em algumas pessoas.
Outra dica é reforçar a higiene após evacuar. Quando possível, tomar banho ou utilizar um lenço umedecido pode ajudar a complementar a limpeza da região.
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